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"Há apenas duas classes de homens: os despertos e os adormecidos; os primeiros são aqueles que já acordaram do sono bruto da indiferença, no qual os outros ainda estão miseravelmente imersos. Um sono imbecilizante, que os faz crer que a vida se resume á meia duzia de funções orgânicas, exceto a mais nobre: a de usar seus próprios cérebros para criar algo de belo, que os torne felizes como um deus. E isto omente alguém dotado de curiosidade pode fazer, ou seja, alguém desperto." Odin.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Do rio Turio ao conselho.


CAPITULO 2
Por trinta anos o tratado de divisão foi seguido e com muita segurança em cada semestre os coronéis mandavam grandes tropas para vigiar o rio, todos ajudavam na segurança, águias vigiavam no ar pelo dia, corujas pela noite, até as minhocas cuidavam para que seu solo, umedecido pelo túrio não fosse invadido pelas do outro lado. Assim a segurança do túrio era feita com muita observação aos limites por cada lado durante cada semestre.
O coronel Noitro que havia feito o tratado aos 45 anos na época não tinha filhos, pois sua querida mulher, Alidia, não recebeu o dom de gerar herdeiros ao seu marido e sofria de uma doença que a faria morrer antes de presenciar qualquer milagre para ela ou para seu marido, assim predizia os espíritos da mata e os sábios do sul.
Por isso Noitro muito sofria e lamentava, amaldiçoando o destino e as divindades, pois saberia que além de perder sua mulher também não teria filhos com ela. Sendo assim um dia após o vigésimo aniversario de casamento Alidia falece feliz por sinal. E profere a Noitro – meu amado não deixe que a minha sina seja a sua você ainda pode encontrar um novo amor e ter seu filho o herdeiro de todas essas terras, herdeiro de seu sangue de seu nome de sua gentileza e coragem. Esse é meu ultimo desejo que compartilho com alegria também por ser o seu desejo.
Assim alidia parte aos 40 anos, linda e jovem como sempre fora.
Diz-se que todo o reino sul, calou-se apenas ouvindo os cantos do soldadinhos do Araripe, favoritos de Alidia, cantavam doce e sentia-se a tristeza em sua melodia.
O rio Túrio estava calmo parecendo apenas um lençol verde reluzente coberto por toda sua superfície uma nevoa fresca e linda, o céu estava azul e claro com algumas nuvens dando contraste os raios de sol estavam gentis iluminando e esquentando todo os campos de forma homogênea. Os cidadãos sabiam da morte de sua senhora pois as arvores a cada leve brisa soltavam folhas que caia suavemente sobre os canteiros do sul, isto não poderia acontecer pois não era outono, com isso todo o reino, toda a vida e toda a forma demostra seus sentimentos de luto, e este foi o dia mais bonito e sentimental que já foi visto. E uma mescla de tristeza e esperança se estendeu por todo o reino.

No dia seguinte o coronel Noitro parecia, revigorado e disposto para tratar dos assuntos e negócios a qual se dedicava porem antes de qualquer coisa foi consultar os sábios espíritos que vivem na mata da chapada, subiu sozinho nem cavalo levará, a caminhada não foi longa e quando chegou as raízes da grande arvore jacarandá parou e refletiu – devo mesmo deixar meu destino ser revelado por eles? Ora, já me amaldiçoaram uma vez, preciso mesmo deles para saber oque faço a partir de agora.
Costumam predizer certo, há nos escritos de meus antepassados, mas são espertos e gostam de duplo sentido, foi assim com meu bisavó foi dito a ele que haveria um tratado e o Túrio seria nosso até o tempo levar, aconteceu é nosso, mais depois de 3 gerações e o tempo leva depois de seis meses. Riu com o canto do lábio, bom poderei sair de lá feliz ou perturbado, mas está nas tradições que devo procura-los sempre que houver enorme necessidade. Apertou sua fivela e voltou a subir pelo caminho das raízes, chegou ao local onde havia cinco grandes arvores, duas acinzentadas, duas avermelhadas e uma totalmente verde. E no centro desse circulo com arvores havia uma raiz que parecia uma cadeira, sentou-se então, uma voz velha e puxada que vinha do além começou a falar com um sotaque ancestral parecendo até outra língua – hmm, então meu fi deu a nois sua graça, primeira vez que nois te espia rapaz forte né, parece cum teu bisavô Ticor, já tava nois pensando que tua família num queria mais nossa magia, que tinha esquecido nossa ajuda, abestados seria vocês pois sabené nois decide por vocês desde o começo de vocês, então tenha respeito e consideração por nois seus burro. diga pra nois oque tu quer diga logo rapaz.
Noitro não parecia muito seguro em ter que perguntar oque faria para os espíritos, ele não confiava e nunca confiou, mas sabia que era preciso, então começou.
Velhos, venho aqui saber do meu futuro do futuro de minha família e do meu reino, pois minha espoja já não está mais entre os vivos, e os dias da minha vida se acabarão logo. E meu povo precisa de um novo rei meu primogênito. Oque se ver sobre tal destino?
A mata escureceu, e os grilos cantavam intensivamente. Então os espíritos o disseram
- escute rapaz, quando nois disse aos teus parente do passado que o fim do teu sangue chegaria ao fim porque não haveria mais dono de nada, nois num disse que seria por mode tua muié não, nois disse porque sabia que num tinha jeito mas pra vocês e isso já ta acontecendo.
-então meus dias serão os últimos de meu sangue? E o reino do sul não terá comando e ficará jogado e tudo que foi construído pelos nossos será esquecido?
-senhor coronel, se aperrei não teu povo e teus bens vão tudo pro norte, e as lembraça dos seus vai ficar so aqui cum nois, sois nois vai saber que existiu um bocado de coronel que já foram donos até do Túrio, mas fora isso, nada.
O coronel Noitro abaixou a cabeça seu semblante era horrível então saiu do circulo e não mais nada.
Os espíritos concluíram
- nois sabe de tudo porque já tamo aqui desde antes do começo e já vimo o fim e voltamo, noisé é assim.
Ao chegar em seu casarão já noite, sobe direto ao seu quarto, Rita ainda pergunta
- quer sopa coronel? E ele não responde nada.
Ela o olhando pela costa diz, Noitro nos somos amigos desde pequenos criados lado a lado, eu sei de tudo de sua sina, e sei que você sempre lutou contra o futuro que as aqueles bixo ruin os deu, será agora quando mais se precisa lutar é que tu vai desistir e aceitar? Tu não és assim.
Entra no quarto, guarda suas armas e chapéu e dorme.

domingo, 18 de novembro de 2012

Do rio Túrio ao conselho

CAPITULO 01



Nos campos e canteiros de Juité havia dois coronéis estes comandavam toda a área e cumpriam com o tratado de paz, o senhor do norte Asvildo e seus homens jamais poderia entras nas plantações, criações serras e rios, do senhor do sul Noitro. E a este o trato era igualitário. O porquê dessa limitação territorial era além de conflitos de seus antepassados que lutavam pelo rio turio que tem as aguas mais cristalinas, límpidas e dizem os mitos que havia propriedades místicas que torna a vida longa e sadia, por esses motivos os coronéis o desejavam para abastecer seu povo os tornados assim mais fortes e produtivos para a agricultura. Mas a busca da agua sagrada dava mais baixas que ganho, com um isso um conselho foi criado nele estava os mais poderosos que cada extremo do rio. Ao lado de Asvildo estava Tomé maior cavaleiro e dono de boiada, Bilinha dono dos canaviais e do engenho mais famoso do Sul, Tonhor, o perneta, segundo em comando dos capazes e vaqueiros de Asvildo. Homem de muita confiança e sabedoria. E por ultimo Tiogio filho de Asvildo que algum tempo entrará para a politica da região. Estes foram os quatros de Asvildo. Já ao lado de Noitro estava Zéo o qual confiava todo seu poder de guerrilha, Marquezon, o inventor, que já dera as terras do sul grandes criações tanto para guerra quanto para colheita. Fidel. Era um filosofo sábio e estrangeiro chegará ali há muitos anos e possuía família e terras também grande confiança do coronel Noitro. E por ultimo não se sabe por qual motivo sua antiga cozinheira e amiga Rita.
No começo do conselho foi grande euforia e barulho algo já esperado desses raros e decisivos encontros. O primeiro e único assunto realmente importante foi de qual seria o rumo do rio e como seria dividido se é que seria. Tomé, o cavaleiro, disse. – do nosso lado o rio banha mais, veja, há mais arvores e temos os cavalos mais fortes logo precisam da água mais que os seus.
Noitro responde com sarcasmo – ora se precisam apenas da água para os cavalos porque não seguem seus extintos selvagens e procuram água longe da nossa vista.
Mais uma vez barulho e ameaças recomeçam, todos estão armados e engatilhados há tensão.
Os bolinhos de bacalhau com ervas picantes estão prontos! Avisa Rita. Quebrando assim o clima desarmonioso. De boa comida todos gostam e logo estavam calmos e proseando direito.
Zéo fala- porque não enchemos o rio de dinamites, achemos suas nascentes e partilhamos meio a meio? –Gostei, murmura tiogio. Fidel interfere não seja retardado Zéo om isso não haverá rios e com certeza só haverá desgraça.
De qual lado você está? Pergunta Zéo.
Fidel morde um bolinho e responde da vida.
Por todos, essa ideia é descartada, continuando o debate Asvildo pronuncia – isto me cansa, mas zelo por meu povo e não aguento mais ver os meus morrendo por isso desejo o fim dessa matança mas se com ideias  ridículas continuarem porque não também com a guerra? Tonhor opta, faremos então um muro um bem grande no meio do rio para que  seja repartido,e não nos veremos mais. Marquenzon apoia, posso construir uma maquete e um invento que ajude a fazer tal serviço com rapidez e eficiência. Bilinha da seu voto positivo, Tiogio também. Tomé esta contra ao lado de Fidel e dos dois coronéis. Asvildo fala- já foi dito que nenhuma mão humana interverá no rio de forma abusiva nem destruidora deus sabe que pestes cairá sobre nos se isso for feito. Noitro conclui - o rio não deve mudar sua estrutura e sim nós nossos meios.
Tiogio com sua mente astuta e conservadora opta pela primeira vez – ora meus senhores há muitos já vivemos em guerra e todos nós já perdemos alguma coisa causada por um de vocês aqui ou pelos seus subordinados. Asvildo confuso – oque está dizendo filho?
Escute-me pai, somos todos bravos e meu pai e o S.r. Noitro são grandes coronéis corajosos e vividos, então minha ideia é a de honrar seus postos e nomes, porque não decidem com um duelo de homem a homem, coronel a coronel?
Há silencio, embora os coronéis fossem grandes generais nunca haviam lutado entre si, repudiaram a ideia. Porém ambos estavam se encarando com as mãos em suas cinturas segurando seus revólveres.
Fidel toma a frente de todos se vira para tiogio e fala suavemente – grandiosa é sua ideia também muito guerreira, mas acho que ou alguém está querendo ser muito bravo à custa dos outros, ou está querendo ficar sem pai e sem rei com trono livre.
Tiogio põe as mãos nos bolsos e se encolhe na cadeira.
Fidel continua – ora não queremos mais derreamentos de sangue, nem perda de reis, proponho então que dividamos o Túrio, não com nossas mãos mais com tempo, pois tudo tem seu tempo, o dia depois da noite, o verão após o inverno a colheita após o planteio, então dividamos o rio semestre por semestre, e cada dia desses semestres será apenas do sul e depois logo do norte.
Porque primeiro do sul? Pergunta Tonhor.
-É apenas um exemplo meu caro perneta.
Primeiramente houve pros e contras , mas no final a ideia foi aceita, Fidel e Noitra conversaram a sós e cederam a Asvildo e aos nortistas o primeiro semestre.
-espero que sempre exista agua para lavar e cozinhar meus legumes. Fala sorrindo Rita e sai do local da reunião, depois um a um todos saem para seus lares. Tiogio não satisfeito atira uma pedra para o nada.