Nos campos e canteiros de Juité havia dois coronéis estes
comandavam toda a área e cumpriam com o tratado de paz, o senhor do norte
Asvildo e seus homens jamais poderia entras nas plantações, criações serras e
rios, do senhor do sul Noitro. E a este o trato era igualitário. O porquê dessa
limitação territorial era além de conflitos de seus antepassados que lutavam
pelo rio turio que tem as aguas mais cristalinas, límpidas e dizem os mitos que
havia propriedades místicas que torna a vida longa e sadia, por esses motivos
os coronéis o desejavam para abastecer seu povo os tornados assim mais fortes e
produtivos para a agricultura. Mas a busca da agua sagrada dava mais baixas que
ganho, com um isso um conselho foi criado nele estava os mais poderosos que
cada extremo do rio. Ao lado de Asvildo estava Tomé maior cavaleiro e dono de
boiada, Bilinha dono dos canaviais e do engenho mais famoso do Sul, Tonhor, o
perneta, segundo em comando dos capazes e vaqueiros de Asvildo. Homem de muita
confiança e sabedoria. E por ultimo Tiogio filho de Asvildo que algum tempo
entrará para a politica da região. Estes foram os quatros de Asvildo. Já ao
lado de Noitro estava Zéo o qual confiava todo seu poder de guerrilha,
Marquezon, o inventor, que já dera as terras do sul grandes criações tanto para
guerra quanto para colheita. Fidel. Era um filosofo sábio e estrangeiro chegará
ali há muitos anos e possuía família e terras também grande confiança do
coronel Noitro. E por ultimo não se sabe por qual motivo sua antiga cozinheira
e amiga Rita.
No começo do conselho foi grande euforia e barulho algo já
esperado desses raros e decisivos encontros. O primeiro e único assunto
realmente importante foi de qual seria o rumo do rio e como seria dividido se é
que seria. Tomé, o cavaleiro, disse. – do nosso lado o rio banha mais, veja, há
mais arvores e temos os cavalos mais fortes logo precisam da água mais que os
seus.
Noitro responde com sarcasmo – ora se precisam apenas da
água para os cavalos porque não seguem seus extintos selvagens e procuram água
longe da nossa vista.
Mais uma vez barulho e ameaças recomeçam, todos estão
armados e engatilhados há tensão.
Os bolinhos de bacalhau com ervas picantes estão prontos!
Avisa Rita. Quebrando assim o clima desarmonioso. De boa comida todos gostam e
logo estavam calmos e proseando direito.
Zéo fala- porque não enchemos o rio de dinamites, achemos
suas nascentes e partilhamos meio a meio? –Gostei, murmura tiogio. Fidel
interfere não seja retardado Zéo om isso não haverá rios e com certeza só
haverá desgraça.
De qual lado você está? Pergunta Zéo.
Fidel morde um bolinho e responde da vida.
Por todos, essa ideia é descartada, continuando o debate
Asvildo pronuncia – isto me cansa, mas zelo por meu povo e não aguento mais ver
os meus morrendo por isso desejo o fim dessa matança mas se com ideias ridículas continuarem porque não também com a
guerra? Tonhor opta, faremos então um muro um bem grande no meio do rio para
que seja repartido,e não nos veremos
mais. Marquenzon apoia, posso construir uma maquete e um invento que ajude a
fazer tal serviço com rapidez e eficiência. Bilinha da seu voto positivo,
Tiogio também. Tomé esta contra ao lado de Fidel e dos dois coronéis. Asvildo
fala- já foi dito que nenhuma mão humana interverá no rio de forma abusiva nem
destruidora deus sabe que pestes cairá sobre nos se isso for feito. Noitro
conclui - o rio não deve mudar sua estrutura e sim nós nossos meios.
Tiogio com sua mente astuta e conservadora opta pela
primeira vez – ora meus senhores há muitos já vivemos em guerra e todos nós já
perdemos alguma coisa causada por um de vocês aqui ou pelos seus subordinados.
Asvildo confuso – oque está dizendo filho?
Escute-me pai, somos todos bravos e meu pai e o S.r. Noitro
são grandes coronéis corajosos e vividos, então minha ideia é a de honrar seus
postos e nomes, porque não decidem com um duelo de homem a homem, coronel a
coronel?
Há silencio, embora os coronéis fossem grandes generais
nunca haviam lutado entre si, repudiaram a ideia. Porém ambos estavam se
encarando com as mãos em suas cinturas segurando seus revólveres.
Fidel toma a frente de todos se vira para tiogio e fala
suavemente – grandiosa é sua ideia também muito guerreira, mas acho que ou
alguém está querendo ser muito bravo à custa dos outros, ou está querendo ficar
sem pai e sem rei com trono livre.
Tiogio põe as mãos nos bolsos e se encolhe na cadeira.
Fidel continua – ora não queremos mais derreamentos de
sangue, nem perda de reis, proponho então que dividamos o Túrio, não com nossas
mãos mais com tempo, pois tudo tem seu tempo, o dia depois da noite, o verão
após o inverno a colheita após o planteio, então dividamos o rio semestre por
semestre, e cada dia desses semestres será apenas do sul e depois logo do norte.
Porque primeiro do sul? Pergunta Tonhor.
-É apenas um exemplo meu caro perneta.
Primeiramente houve pros e contras , mas no final a ideia
foi aceita, Fidel e Noitra conversaram a sós e cederam a Asvildo e aos nortistas
o primeiro semestre.
-espero que sempre exista agua para lavar e cozinhar meus
legumes. Fala sorrindo Rita e sai do local da reunião, depois um a um todos
saem para seus lares. Tiogio não satisfeito atira uma pedra para o nada.
