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"Há apenas duas classes de homens: os despertos e os adormecidos; os primeiros são aqueles que já acordaram do sono bruto da indiferença, no qual os outros ainda estão miseravelmente imersos. Um sono imbecilizante, que os faz crer que a vida se resume á meia duzia de funções orgânicas, exceto a mais nobre: a de usar seus próprios cérebros para criar algo de belo, que os torne felizes como um deus. E isto omente alguém dotado de curiosidade pode fazer, ou seja, alguém desperto." Odin.

domingo, 18 de novembro de 2012

Do rio Túrio ao conselho

CAPITULO 01



Nos campos e canteiros de Juité havia dois coronéis estes comandavam toda a área e cumpriam com o tratado de paz, o senhor do norte Asvildo e seus homens jamais poderia entras nas plantações, criações serras e rios, do senhor do sul Noitro. E a este o trato era igualitário. O porquê dessa limitação territorial era além de conflitos de seus antepassados que lutavam pelo rio turio que tem as aguas mais cristalinas, límpidas e dizem os mitos que havia propriedades místicas que torna a vida longa e sadia, por esses motivos os coronéis o desejavam para abastecer seu povo os tornados assim mais fortes e produtivos para a agricultura. Mas a busca da agua sagrada dava mais baixas que ganho, com um isso um conselho foi criado nele estava os mais poderosos que cada extremo do rio. Ao lado de Asvildo estava Tomé maior cavaleiro e dono de boiada, Bilinha dono dos canaviais e do engenho mais famoso do Sul, Tonhor, o perneta, segundo em comando dos capazes e vaqueiros de Asvildo. Homem de muita confiança e sabedoria. E por ultimo Tiogio filho de Asvildo que algum tempo entrará para a politica da região. Estes foram os quatros de Asvildo. Já ao lado de Noitro estava Zéo o qual confiava todo seu poder de guerrilha, Marquezon, o inventor, que já dera as terras do sul grandes criações tanto para guerra quanto para colheita. Fidel. Era um filosofo sábio e estrangeiro chegará ali há muitos anos e possuía família e terras também grande confiança do coronel Noitro. E por ultimo não se sabe por qual motivo sua antiga cozinheira e amiga Rita.
No começo do conselho foi grande euforia e barulho algo já esperado desses raros e decisivos encontros. O primeiro e único assunto realmente importante foi de qual seria o rumo do rio e como seria dividido se é que seria. Tomé, o cavaleiro, disse. – do nosso lado o rio banha mais, veja, há mais arvores e temos os cavalos mais fortes logo precisam da água mais que os seus.
Noitro responde com sarcasmo – ora se precisam apenas da água para os cavalos porque não seguem seus extintos selvagens e procuram água longe da nossa vista.
Mais uma vez barulho e ameaças recomeçam, todos estão armados e engatilhados há tensão.
Os bolinhos de bacalhau com ervas picantes estão prontos! Avisa Rita. Quebrando assim o clima desarmonioso. De boa comida todos gostam e logo estavam calmos e proseando direito.
Zéo fala- porque não enchemos o rio de dinamites, achemos suas nascentes e partilhamos meio a meio? –Gostei, murmura tiogio. Fidel interfere não seja retardado Zéo om isso não haverá rios e com certeza só haverá desgraça.
De qual lado você está? Pergunta Zéo.
Fidel morde um bolinho e responde da vida.
Por todos, essa ideia é descartada, continuando o debate Asvildo pronuncia – isto me cansa, mas zelo por meu povo e não aguento mais ver os meus morrendo por isso desejo o fim dessa matança mas se com ideias  ridículas continuarem porque não também com a guerra? Tonhor opta, faremos então um muro um bem grande no meio do rio para que  seja repartido,e não nos veremos mais. Marquenzon apoia, posso construir uma maquete e um invento que ajude a fazer tal serviço com rapidez e eficiência. Bilinha da seu voto positivo, Tiogio também. Tomé esta contra ao lado de Fidel e dos dois coronéis. Asvildo fala- já foi dito que nenhuma mão humana interverá no rio de forma abusiva nem destruidora deus sabe que pestes cairá sobre nos se isso for feito. Noitro conclui - o rio não deve mudar sua estrutura e sim nós nossos meios.
Tiogio com sua mente astuta e conservadora opta pela primeira vez – ora meus senhores há muitos já vivemos em guerra e todos nós já perdemos alguma coisa causada por um de vocês aqui ou pelos seus subordinados. Asvildo confuso – oque está dizendo filho?
Escute-me pai, somos todos bravos e meu pai e o S.r. Noitro são grandes coronéis corajosos e vividos, então minha ideia é a de honrar seus postos e nomes, porque não decidem com um duelo de homem a homem, coronel a coronel?
Há silencio, embora os coronéis fossem grandes generais nunca haviam lutado entre si, repudiaram a ideia. Porém ambos estavam se encarando com as mãos em suas cinturas segurando seus revólveres.
Fidel toma a frente de todos se vira para tiogio e fala suavemente – grandiosa é sua ideia também muito guerreira, mas acho que ou alguém está querendo ser muito bravo à custa dos outros, ou está querendo ficar sem pai e sem rei com trono livre.
Tiogio põe as mãos nos bolsos e se encolhe na cadeira.
Fidel continua – ora não queremos mais derreamentos de sangue, nem perda de reis, proponho então que dividamos o Túrio, não com nossas mãos mais com tempo, pois tudo tem seu tempo, o dia depois da noite, o verão após o inverno a colheita após o planteio, então dividamos o rio semestre por semestre, e cada dia desses semestres será apenas do sul e depois logo do norte.
Porque primeiro do sul? Pergunta Tonhor.
-É apenas um exemplo meu caro perneta.
Primeiramente houve pros e contras , mas no final a ideia foi aceita, Fidel e Noitra conversaram a sós e cederam a Asvildo e aos nortistas o primeiro semestre.
-espero que sempre exista agua para lavar e cozinhar meus legumes. Fala sorrindo Rita e sai do local da reunião, depois um a um todos saem para seus lares. Tiogio não satisfeito atira uma pedra para o nada.